Apresentação
Media
Consultório Online
Contactos

Notícias
Blog Psiconline
Links Úteis
 




  Nomeie o Sentimento, e Sentir-se-á Melhor  

 

De acordo com um estudo publicado na prestigiada revista "Psychological Science", traduzir os sentimentos em palavras diminui a intensidade da tristeza e da raiva. Segundo revelam os resultados do estudo, falar sobre sentimentos negativos activa uma parte do cérebro responsável pelo controlo de impulsos.


Os autores da investigação analisaram o cérebro de 30 indivíduos (18 mulheres e 12 homens com idades compreendidas entre os 18 e os 36 anos) a quem foram mostradas imagens de faces que expressavam emoções fortes. Foi solicitado aos participantes que categorizassem os sentimentos em palavras como "triste" ou "zangado", ou que escolhessem entre dois nomes específicos de cada género, como "Sally ou Harry", que correspondiam à face em causa. Os resultados revelaram que, quando os indivíduos faziam corresponder uma palavra como zangado com uma face que expressava raiva, a resposta na amígdala (estrutura no cérebro nvolvida no processamento do medo, pânico e outras emoções fortes) decresceu de intensidade. A zona do cérebro que se mostrou mais activa foi a região entrolateral direita do córtex préfrontal, parte do cérebro que controla os impulsos. De facto, esta era a região do cérebro que se encontrava mais activa aquando da correspondência de uma palavra emocional com uma imagem. De acordo com estudos anteriores, esta mesma região do cérebro desempenha igualmente um papel importante no controlo motor. Tal como explicaram os autores do estudo à Agência Reuters, se um condutor visualizar um sinal de semáforo amarelo irá inibir uma resposta (continuar a marcha) de forma a colocar o pé no travão. Da mesma forma, esta região do cérebro ajuda a inibir respostas emocionais. Salienta-se que, apesar de não terem sido encontados efeitos significativos em relação ao género, estudos prévios sugerem diferenças entre homens e mulheres nos benefícios advindos da expressão dos sentimentos.


Estudo Recente Revela Que as Experiências Sociais Precoces Podem Influenciar o Comportamento dos Adultos nas Relações Românticas

De acordo com um estudo recente publicado na prestigiada revista "Journal of Personality and Social Psychology" a forma como os indivíduos pensam, sentem e se comportam nas suas relações românticas é determinada não apenas por factores referentes ao contexto específico da relação em causa, mas também devido a um resultado directo das suas relações passadas, assim como ao estilo de vinculação, que se extende até à infância. Num estudo longitudinal que abrangeu mais de 25 anos (e está ainda a ser conduzido), foram estudados 78 indivíduos em 4 etapas essenciais das suas vidas - primeira infância, início da infância, adolescência e idade adulta. A primeira avaliação ocorreu aos 12 meses de idade e consistiu no relato, por parte dos cuidadores, do estilo de vinculação e do comportamento exploratório do bebé.

A segunda avaliação teve lugar quando os participantes tinham 6 a 8 anos de idade e, para tal, foi solicitado aos professores para classificar o nível de interacção das crianças com os seus pares. Na terceira avaliação, aos 16 anos de idade, foi pedido aos participantes para descreverem as suas relações de amizade. Na mais recente avaliação, os parceiros dos participantes (referente a relações com um período mínimo de 4 meses) relataram as suas experiências bem como as expressões emocionais dos seus parceiros (entenda-se, dos participantes do estudo) no decorrer da relação. Foram igualmente observadas as interacções entre o casal e codificadas de forma a avaliar a expressão de emoções e a dinâmica interpessoal. Os resultados deste estudo corroboram várias teorias da vinculação já existentes. A expressão de emoções numa relação romântica pode ser relacionada com as experiências de vinculação no decorrer do desenvolvimento social. Os participantes a quem, enquanto crianças, foi proporcionada segurança e forte ligação com a figura de vinculação, foram classificados como crianças com elevada competência social. As crianças que eram socialmente competentes entre os seus pares revelaram ser mais seguras e ter relações de amizade mais próximas, quando avaliadas aos 16 anos de idade. Por outro lado, os participantes que tinham relações de amizade mais próximas na adolescência eram mais expressivos e mais vinculados emocionalmente aos seus parceiros na idade adulta.

De acordo com o principal autor do estudo, W. Andrew Collins, da Universidade de Minnesota, os resultados realçam um percurso desenvolvimental através do qual as experiências relacionais significativas durante os primeiros anos de vida estão ligadas às experiências das relações românticas na idade adulta. Salienta-se um dado encorajador, igualmente demonstrado no estudo, que revela que o passado de um indivíduo não determina invariavelmente o futuro curso das suas relações amorosas.

 
9 de Julho de 2007


 
 


© 2008 Psiconline - Todos os Direitos Reservados.
[Membro da Sociedade Internacional para a Saúde Mental Online (ISMHO)]
Este website é acessível para cidadãos com necessidades especiais.  Este website é acessível para cidadãos com necessidades especiais. [D]